8.9.11

existem todas as formas de
se escrever e nenhuma de
se ler

6.9.11

das palavras gastas e
dos gestos por acabar

17.4.11

já não sei bem escrever as
palavras que me calam à noite

14.4.11

tens todos os sussuros

calados nas tuas mãos

24.2.11

não percamos tempo a medir
as palavras que não dizemos

soltam-se os gestos que dizem
tudo aquilo que não se pode
escrever

21.2.11

mantenho o olhar parado
na noite até ver-te chegar

5.12.10

danças com as palavras
como quem dança com
a luz

23.11.10

semeias no teu olhar
sonhos que desenhas
com a ponta das tuas
mãos

14.11.10

não te espantes quando
o céu cai nas tuas mãos

11.11.10

nos gestos reinventamos
as palavras que são ditas
num silêncio

7.11.10

encontro-te como meta final
e desenho percursos que me
levem até ti sem que os vejas

2.11.10

diz-me de quanto ar preciso
para dizer todas as palavras
que não soube dizer

25.10.10

nunca te escrevo exactamente aquilo
que quero dizer porque na verdade
não sei medir as palavras

23.10.10

até lá,
entretenho os dias

15.10.10

porque de nada nos serve
difamar o céu com os pés
no chão

9.10.10

sabes que é entre o compasso
da minha respiração que
habita a tua

28.9.10

porque guardas no canto do teu olhar
todas as coisas que que não consegues
dizer

2.9.10

acalmam-me os finais de tarde
onde as palavras são ditas em
silêncio
guarda as palavras que te digo mas
guarda acima de tudo aquelas que
não te digo

5.11.09

não devemos medir as palavras
como se de gestos se tratassem

apenas procuro uma palavra
que corresponda ao gesto
que te quero deixar