14.11.10

não te espantes quando
o céu cai nas tuas mãos

11.11.10

nos gestos reinventamos
as palavras que são ditas
num silêncio

7.11.10

encontro-te como meta final
e desenho percursos que me
levem até ti sem que os vejas

2.11.10

diz-me de quanto ar preciso
para dizer todas as palavras
que não soube dizer

25.10.10

nunca te escrevo exactamente aquilo
que quero dizer porque na verdade
não sei medir as palavras

23.10.10

até lá,
entretenho os dias

15.10.10

porque de nada nos serve
difamar o céu com os pés
no chão

9.10.10

sabes que é entre o compasso
da minha respiração que
habita a tua